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domingo, 10 de novembro de 2013

(Quase) Rolo - Desilusão ou Uma Carta

(O texto a seguir é longo e para intensificar a sentimentalidade das palavras sugiro que ouça as mais belas músicas melodramáticas)


Ao meu (e de tantos mais) querido e amado Encantado.

Ah meu bem! As trocas de mensagens e conversas intermináveis durante as madrugadas, o sorriso tão natural que surgia só em lembrar uma piada ou carinho. Ansiar por te encontrar, abraçar, ouvir sua voz. As nossas viagens mundo a fora, o casamento, tantos outros sonhos planejados... Ah, meu querido, meu bem, eu acreditei que tudo pudesse acontecer. 

Eu já estava naquela fase em que, depois de muita insistência, se acredita no sonho que os outros fizeram pra você, pra nós. Estava quase certa de que éramos um casal bonito, que seriamos felizes de janeiro a janeiro, enquanto eu respirasse e para sempre. Mal chegou a ser eterno enquanto durou.

Meu bem, meu querido, meu amor, minha paixão. Por que e por quê?!  Não me importo com suas desculpas e motivos. Sei que está cansado, exausto, cheio disso tudo. Também estou. 

Oh, honey, baby, adoro você, o que tivemos. Adoro principalmente como parou. Sem delongas, chorumelas.  Meu bem, fomos úteis um para o outro pelo tempo necessário. 

Ouvi seu drama, sua dor, seu coração ferido. Vi sua desesperança, sua desistência, seu arrependimento. Soube de segredos, sentimentos, histórias, causas e efeitos. Mas o que devia ter me dito, não contou. 

Apostei em você, em mim. Acreditei que daria certo, que era o certo. Contei a minha história de amor, meu deixar para lá. Você viu minha maldade, falta de paciência e meu desamor. Mas o que queria ouvir, não te disse.

Meu querido, meu amigo, meu bem amado. Sim, ah, claro, eu diria sim! Se tivesse ouvido a pergunta, se misturássemos o real e o particular. Se o beijo no rosto escorregasse. Se o desabraço não acontecesse. Não houve resposta, meu bem, só porque não houve pergunta. 

Tive a certeza de que você não queria apressar as coisas, eu não podia sequer insinuar algo a mais. Oh, quase meu! Não deixei claro que me dispunha a tentar para não te encurralar, não quis te machucar. Meu benzinho, o que tivesse que acontecer entre nós teria acontecido. Os poucos dias de paixão foram tão intensos que parecem séculos.

Não me importa que esteja envolvido com outra pessoa. Não mesmo. Sabe que não sou romântica e que não guardo ressentimentos. Se fosse entre nós a amizade não mudaria, assim, se for entre você e ela, não mudará também. Não estranhe se eu te ignorar pelos próximos dias, semanas ou meses. Meu querido, só me dê a chance de se ela também te fizer chorar, que eu possa enxugar suas lágrimas pessoalmente. 

Baby, eu aceito, não entendo, mas aceito completamente o que decidiu. Sei que não me dirá com completa sinceridade o que, onde e quando as coisas começaram, continuaram e estão. Tudo bem.

Só não aceito como você pode mudar tão de repente. Meu querido, não sinto agora, metade do que no primeiro dia que lhe vi eu senti. 

Oh, meu pretendente, você também faz a ela os mesmo convites e propostas que me fez? Os que recusei e até os que aceitei e não foram cumpridos? 

Meu amor, não faça isso com ela. Não faça isso com você e se lembrar, não faça isso comigo. As lágrimas que devia ter chorado por me sentir abandonada por você não serão desprezadas, não vale a pena. 

Meu rapaz, meu quase eterno enamorado! Estou imensamente agradecida por tudo o que fez, e até mesmo pelo que não fez por mim. 

Passar bem, e quem sabe até depois de outro sol nascer.

De sua doce e esquecida paixão.








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