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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mentira!

men.ti.ra: v.i. Afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente.
Enganar, iludir; ludibriar.

Mentir é natural ao Homem, faz parte da nossa essência, é humano, comum e normal. Todos mentem desde pequenininhos, ainda crianças de colo. Imagino que nos primeiros anos escolares aperfeiçoamos nossas mentiras, vamos testando aos poucos até onde podemos ir contanto lorotas, quais desculpas colam e a reação dos pais, professores e outros colegas se tornam mais interessantes.

Em determinado período até mesmo nós, mentirosos, perdemos o fio condutor e não se sabe mais encontrar e explicar onde e porque a verdade ficou para trás. Para piorar começamos a mentir à toa, por nada, sem perceber e sem querer.

Tive alguns amigos mentirosos, um marcou especialmente. O garoto era tão cínico.

Sempre soube que você mentia. Tive esta certeza depois de conversar com alguns amigos em comum, eles me alertaram. Na verdade, só comentaram que você sabia usar muito bem as palavras, que seu encanto conquistava a quem quer que fosse.

Suas palavras e conceitos sempre fortes, seu poder de persuasão e vocabulário extenso, que por várias vezes me fez recorrer ao dicionário para compreender melhor o que me dizia. Não poderei esquecer das conversas fiadas, promessas e comentários que me contou como verdadeiras preciosidades.

Sempre soube que você mentia desde o dia em que te vi conversando e saindo com outras pessoas, aquele em que esqueceu de cumprimentar seus amigos de vida inteira.

Não te julgo por mentir, todos fazem isso, eu faço. Te questiono por manter a mentira, ou a omissão, mesmo sabendo que já sei a verdade.

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