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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Rolo - o início

Havia me esquecido como começa um rolo, quando duas pessoas tornam-se um casal por alguns instantes esporadicamente, quando há comprometimento e satisfações a dar na medida.

É sempre com uma brincadeirinha, pode ser depois de algumas garrafas de bebida ou uma piada mal contada. Os envolvidos podem se conhecer há anos ou terem se visto pela primeira vez no último minuto. Podem se esbarrar num dia, sorrirem e se beijarem noj canto mais próximo. Eles talvez estejam flertando há semanas a espera do momento certo ou só enrolando porque não querem compromissos.


Rolo - compromisso

Beijinho na testa entre abraços aconchegantes depois de beijos franceses e carinhos apertados.

Nos abraços parece até que os envolvidos foram feitos exatamente para dividir este momento.

Um cafuné à toa.
Um olhar que mistura respeito, confiança e preocupação.
A espera pelo horário combinado.
A certeza de que naquele dia, um será apenas do outro, de mais ninguém.




Aceitação

Aceitar-se é necessário, fundamental, negável, adiável, irrecusável.

Gostar de si e do que faz não é simples nem de repente. Entender como e porque você é assim, é bem complicado. Sentir-se bem ao ver uma foto ou seu reflexo, é motivo de agradecimento.

Todos têm problemas pessoais, internos. Muitos vivem em crises. Alguns permanecem assim por muito tempo. Poucos superam rapidamente. Eu quero compreender-me.

O querer, tentar, procurar e lutar contra e à favor de si mesmo é um grande passo. Trilhar este caminho já será uma etapa avançada.

A aceitação é lenta e gradual. É aos poucos, devagar. Mas pode começar com um impulso.

Primeiro, aceitar seu cabelo, formato do nariz, organização do rosto até gostar e ter orgulho da sua cor.
Depois, aceitar que você também tem imperfeições. Pequenos defeitos físicos (permanentes ou temporários), como uma espinha, um corte de cabelo mal feito,



Com o tempo, conhecer-se tão bem e ter a certeza de que tomou a melhor decisão e por isso não se arrependerá.


a-cei-ta-çãos.f. Ação de aceitar; ato pelo qual se aceita: aceitação da proposta.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mentira!

men.ti.ra: v.i. Afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente.
Enganar, iludir; ludibriar.

Mentir é natural ao Homem, faz parte da nossa essência, é humano, comum e normal. Todos mentem desde pequenininhos, ainda crianças de colo. Imagino que nos primeiros anos escolares aperfeiçoamos nossas mentiras, vamos testando aos poucos até onde podemos ir contanto lorotas, quais desculpas colam e a reação dos pais, professores e outros colegas se tornam mais interessantes.

Em determinado período até mesmo nós, mentirosos, perdemos o fio condutor e não se sabe mais encontrar e explicar onde e porque a verdade ficou para trás. Para piorar começamos a mentir à toa, por nada, sem perceber e sem querer.

Tive alguns amigos mentirosos, um marcou especialmente. O garoto era tão cínico.

Sempre soube que você mentia. Tive esta certeza depois de conversar com alguns amigos em comum, eles me alertaram. Na verdade, só comentaram que você sabia usar muito bem as palavras, que seu encanto conquistava a quem quer que fosse.

Suas palavras e conceitos sempre fortes, seu poder de persuasão e vocabulário extenso, que por várias vezes me fez recorrer ao dicionário para compreender melhor o que me dizia. Não poderei esquecer das conversas fiadas, promessas e comentários que me contou como verdadeiras preciosidades.

Sempre soube que você mentia desde o dia em que te vi conversando e saindo com outras pessoas, aquele em que esqueceu de cumprimentar seus amigos de vida inteira.

Não te julgo por mentir, todos fazem isso, eu faço. Te questiono por manter a mentira, ou a omissão, mesmo sabendo que já sei a verdade.

domingo, 10 de novembro de 2013

(Quase) Rolo - Desilusão ou Uma Carta

(O texto a seguir é longo e para intensificar a sentimentalidade das palavras sugiro que ouça as mais belas músicas melodramáticas)


Ao meu (e de tantos mais) querido e amado Encantado.

Ah meu bem! As trocas de mensagens e conversas intermináveis durante as madrugadas, o sorriso tão natural que surgia só em lembrar uma piada ou carinho. Ansiar por te encontrar, abraçar, ouvir sua voz. As nossas viagens mundo a fora, o casamento, tantos outros sonhos planejados... Ah, meu querido, meu bem, eu acreditei que tudo pudesse acontecer. 

Eu já estava naquela fase em que, depois de muita insistência, se acredita no sonho que os outros fizeram pra você, pra nós. Estava quase certa de que éramos um casal bonito, que seriamos felizes de janeiro a janeiro, enquanto eu respirasse e para sempre. Mal chegou a ser eterno enquanto durou.

Meu bem, meu querido, meu amor, minha paixão. Por que e por quê?!  Não me importo com suas desculpas e motivos. Sei que está cansado, exausto, cheio disso tudo. Também estou. 

Oh, honey, baby, adoro você, o que tivemos. Adoro principalmente como parou. Sem delongas, chorumelas.  Meu bem, fomos úteis um para o outro pelo tempo necessário. 

Ouvi seu drama, sua dor, seu coração ferido. Vi sua desesperança, sua desistência, seu arrependimento. Soube de segredos, sentimentos, histórias, causas e efeitos. Mas o que devia ter me dito, não contou. 

Apostei em você, em mim. Acreditei que daria certo, que era o certo. Contei a minha história de amor, meu deixar para lá. Você viu minha maldade, falta de paciência e meu desamor. Mas o que queria ouvir, não te disse.

Meu querido, meu amigo, meu bem amado. Sim, ah, claro, eu diria sim! Se tivesse ouvido a pergunta, se misturássemos o real e o particular. Se o beijo no rosto escorregasse. Se o desabraço não acontecesse. Não houve resposta, meu bem, só porque não houve pergunta. 

Tive a certeza de que você não queria apressar as coisas, eu não podia sequer insinuar algo a mais. Oh, quase meu! Não deixei claro que me dispunha a tentar para não te encurralar, não quis te machucar. Meu benzinho, o que tivesse que acontecer entre nós teria acontecido. Os poucos dias de paixão foram tão intensos que parecem séculos.

Não me importa que esteja envolvido com outra pessoa. Não mesmo. Sabe que não sou romântica e que não guardo ressentimentos. Se fosse entre nós a amizade não mudaria, assim, se for entre você e ela, não mudará também. Não estranhe se eu te ignorar pelos próximos dias, semanas ou meses. Meu querido, só me dê a chance de se ela também te fizer chorar, que eu possa enxugar suas lágrimas pessoalmente. 

Baby, eu aceito, não entendo, mas aceito completamente o que decidiu. Sei que não me dirá com completa sinceridade o que, onde e quando as coisas começaram, continuaram e estão. Tudo bem.

Só não aceito como você pode mudar tão de repente. Meu querido, não sinto agora, metade do que no primeiro dia que lhe vi eu senti. 

Oh, meu pretendente, você também faz a ela os mesmo convites e propostas que me fez? Os que recusei e até os que aceitei e não foram cumpridos? 

Meu amor, não faça isso com ela. Não faça isso com você e se lembrar, não faça isso comigo. As lágrimas que devia ter chorado por me sentir abandonada por você não serão desprezadas, não vale a pena. 

Meu rapaz, meu quase eterno enamorado! Estou imensamente agradecida por tudo o que fez, e até mesmo pelo que não fez por mim. 

Passar bem, e quem sabe até depois de outro sol nascer.

De sua doce e esquecida paixão.








Se tivéssemos uma relação, esta seria a hora de discuti-la. II

Sabe que algumas pessoas me disseram que se tivéssemos uma relação, esta seria a hora de discuti-la? 

Haha, quase ri da cara do intrometido.

Seria um riso nervoso de mais para esconder e disfarçar que ele estava certo em insinuar que não podemos controlar a história e decidir o que e como será feito. Que precisamos sentar, contar, ouvir, chorar e sorrir se necessário for. Que precisamos apenas querer nos gostar, não importa como, quando nem por quanto tempo será.

Nós só precisamos ser e deixar bem claro que se tivéssemos uma relação, esta seria a hora de discuti-la.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Se tivéssemos uma relação, esta seria a hora de discuti-la.

Uma imagenzinha apenas para ilustrar :)


Como é lindo você pensar numa pessoa e ela pensar em você. Querer o bem e desejar realizar os planos combinados juntos. Sonhar, esperar e acreditar que as ideias serão concretizadas.

E de repente, descobrir que era tudo (ou quase tudo) balela, que na verdade, a pessoa na qual você pensara para o futuro, está celebrando o presente. Sem status oficial ou sentimentos certos, está apenas para não ficar.

É, se tivéssemos uma relação, esta seria a hora de discuti-la.

A dose diária de você recomendada pelo médico não está sendo cumprida. Vamos trabalhar essa questão. Talvez o problema seja você e não eu, ou vice-versa.

O que sinto por você é passageiro, intenso, certeiro e indeciso. É complicado, simples, possível e improvável. É novo, é antigo, é agora, é no futuro e já acabou. 






sábado, 26 de outubro de 2013

(alguns) Verbos de desejo

Abraçar
Acabar
Apaixonar
Beber
Beijar 
Calar
Cantar
Começar
Correr
Dançar
Deixar
Esquecer
Fazer
Gritar
Mudar
Realizar
Ser 
Sorrir
Tentar
Terminar
Viver
Voltar

*Em ordem alfabética apenas para facilitar.

domingo, 4 de agosto de 2013

Percepção e decisão (ou apenas um rascunho)

Eu ia deitar cedo porque amanhã começo mais um semestre da faculdade, quero terminar um livro antes de dormir e também começar a fazer algum tipo de exercício físico, deixar o sedentarismo de lado, mas comecei a ouvir um som gostoso (indicado pela Ana de Cesaro, do Tá e Daí, e disponível aqui) e mudei de ideia.

Vi o vídeo da Ana sobre os 3 anos do vlog dela e pensei enquanto via outras coisas no Facebook: "Caraca, tenho blogs há anos e não dei muita importância, valor ou sequer os divulguei a quem quisesse lê-los".
É, este aqui mesmo, já mudou de nome umas três vezes. No início era Começo do Fim, depois foi Boneca, Palhaço e Interrogação - talvez boneca, as vezes palhaça e principalmente interrogação e agora o domínio é PontoExclama!

Vejo blogs de colegas de escola e outros achados pelas redes e é engraçado como mudaram ao decorrer dos anos junto com seus escritores. Vários blogs foram abandonados ou excluídos, alguns alcançaram centenas de fãs, milhares de visitantes e etc. É interessante como isso acontece.

Você começa a escrever sabe-se lá para quem ler e, por várias vezes, fica impressionado com quem viu, leu e soube sobre você.

Este é o meu segundo blog. O primeiro era para ser como um diário aos 15 anos de idade, preferi contar as histórias adolescentes a um caderno comum, não escrevo mais por lá há um tempão mas o domínio ainda existe, ninguém o conhece e assim está bem. Criei também o Caso Encerrado - Tudo aquilo que você não queria dizer, a ideia era um blog comunitário sobre insatisfações, pessoais, políticas e sociais, alguns textos/artigos foram publicados por amigos autores mas o blog não vingou.


Talvez eu nunca tenha levado um projeto de escrever adiante por que... não sei. Estudo jornalismo, nada mais natural que queira escrever e contar tudo a todos, porém não continuei com minhas ideias.
Agora será diferente. Pelo menos não deixarei de escrever por "precaução", medo ou vergonha. Ora, uma vez que tenho perfis na internet e crio um espaço para dizer sobre o que quiser, posso dizer sobre o que quiser sem me preocupar com a ideia de outros.

Assim será, é o que espero.



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ser e estar

Nunca estive tão feliz comigo, com meu jeito de ser, situação, status, corpo, nunca me aceitei e entendi tão bem como sou. Estou feliz com isso. Sou feliz com o que estudo, com as pessoas que encontro por ai e converso, estou bem com as paixões de cada dia, com os assuntos e discussões das semanas. Gosto do que vejo no espelho, gosto das fotos que tiro, das músicas tão diferentes que estão na minha playlist há uma ou duas semanas. Gosto da possibilidade e facilidade que tenho para mudar, para crescer pessoalmente, para ser e para estar. Compreendi que o que acontece ou deixa de acontecer comigo é por minha causa, nada de efeitos externos ou decisões puramente alheias.

domingo, 14 de abril de 2013

Não. Espero. Que.


E a cada dia é mais palpável a nossa não relação, o não sentimento que temos um pelo outro, a nossa falta de química, paixão e o quase prazer que temos ao estarmos juntos, colados e sentindo a nossa respiração ritmada.

Espero que, assim como eu, você não esteja apaixonado e imaginando um futuro para nós. Espero que seja lá o que tenhamos seja bom, memorável e que até se repita algumas vezes, que seja recíproco, prazeroso e satisfatório para ambos. Que as suas e as minhas vontades sejam realizadas. Que você perceba que estarei a sua mercê, que quero que me faça feliz naqueles minutos e que fora dessa cena eu não serei submissa a você.

Quero acordar ao teu lado e que me ligue ou mande sms depois, mas não me importarei se não nos falarmos por uma semana, se não me mandar flores ou qualquer outra coisa. Quero que tenhamos uma música e um enredo bom para essa história. Quero que tenhamos um fim esperado e aceitável, sem intrigas e caras feias, que seja maduro e racional.

Quero ficar feliz com e por você, mesmo que não estejamos lado a lado. Quero que fique feliz comigo e por mim, mesmo que não seja pra sempre.

Quero ser tua e que seja meu, com direito a todos os adjetivos antecedidos desse pronome pessoal.

Espero que você não tenha dito o que ouvi naquele sussurro. Não quero ter que dizer o mesmo. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Além


Não sou uma boa pessoa. Não sou exemplar. Não sou a garota boazinha e estudiosa que todos pensam. Não sou capaz de demonstrar sentimentos além de simpatia e afeto.

Sou egoísta. Sou egocêntrica.

Não digo que amo. Não penso em alguém por muito tempo.

O que sinto é passageiro. Vem e logo vai.

Não tenho ciumes de pessoas. Não tenho inveja duradoura. Não tenho personagens por escolha minha. Não penso antes de falar. Não peço desculpas.

Uso diminutivos como ironia. Não me importo com a opinião de muita gente.

Antes eu diria que havia uma pessoa capaz de me fazer mudar, hoje não há ninguém.

Não falo mal ou encho alguém de elogios. Uso poucos adjetivos. Uso palavras que representam generalidades com frequência.

Sei que posso magoar ou ferir só com palavras. Não acato ordens. Respondo em alto e bom som quando não sou de acordo.

Quero ter minha vida, minha casa, minhas coisas. Sou pronome possessivo e pessoal.

Sou afirmação. Sou exclamação. Sou interrogação.

Sou além do que se lê, se escreve, se diz e se vê.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A cada dia uma novidade
É, talvez aquele papo de que seria o fim de um ciclo e o início de outro faça sentido