(Este texto foi escrito para uma atividade da faculdade. Por enquanto, não sei que nota tirei)
É incrível como tudo nos influencia, assim como somos influência. Como tudo nos deriva, como somos derivados.
Outro dia comecei a perceber isso. Qualquer ação que tomamos ou deixamos de fazer pode mudar completamente um monte de coisas. Ou manter tudo igual. Talvez, até começar a atravessar a rua com o pé direito ou com o esquerdo interfira no restante das coisas!
Enquanto vinha para começar a escrever este texto, mudei de tema umas cinco vezes. Considerando que o trajeto era de cerca de 30 minutos, foi uma mudança significativa. Se fosse parar para analisar quantos passos, ruas atravessadas e pessoas diferentes formaram meu caminho, seria uma mudança pouco significativa.
Agora, sobre os temas. Caos, cidade, música, livros, pessoas, metrô lotado, atraso, estresse, trabalho, trabalhos…
Um amontoado de ideias se fizeram e foram diluídas. Entre os minutos ditados e palavras gravadas, pouca coisa restou. Da grande lista de assuntos, fiquei com este. Um pouco de tudo e quase nada.
Escrever sobre o que se escreveria é interessante. No bom sentido é claro. Enrolar enquanto possível, não é.
Pensar, meditar, decorar para depois esquecer é sempre decepcionante. Por fim, escolher algo para dissertar, alivia.
No meio dos caminhos, mudanças e sequências possíveis, as ideias se reorganizam e algumas se auto eliminam.
Decida então o tema! E a decisão é acatada.
É incrível como o nosso cotidiano é interessante, influenciado e influenciador. Opinante e decisor de tudo!
Hoje, enquanto vinha para a faculdade, percebi o quanto esse conjunto de 24h que chamamos de dia é curioso. Pode ser ágil e divertido ou ocioso e chato. O meu foi uma grande mistura dos dois. Percebi também como a vida das pessoas pode ser semelhante. Para mais ou para menos, de acordo com as decisões que tomamos ao longo do tempo.
Já parou para pensar se aquela pessoa que você viu lendo o mesmo livro que você no metrô não teria mais coisas em comum? E se o rapaz que colocou os fones de ouvido poderia escolher naquele momento a mesma música que você gosta? Imagina então, se o casal que se abraçou na rua, não se conheceu da mesma maneira que você e seu par?
É bem capaz que entre eu, você e qualquer pessoa tenha menos distância que as tais seis pessoas, segundo aquela teoria. E é capaz também que você tenha muito mais semelhanças com um desconhecido do outro lado do mundo do que com um velho amigo de infância.
Penso dessa maneira toda vez que vejo alguém. Cada gesto, ação ou peça de roupa, permite enxergar no outro um pouquinho de si, e depois, uma marca do outro em você.
Da mesma maneira que as pessoas nos afetam, as artes também. Toda percepção tem uma origem, vejo que muitos inícios surgem da percepção do outro… pimba! O homem é que nos afeta!
Esta possível teoria sobre o que as ações artísticas nos causam falhou. De fato, e por agora, exclusivamente, só outra pessoa interfere em alguém. Seja através do que pensa, de como fala ou do que faz.
Que me perdoem os estudados e especialistas. Mas a teoria é minha e assim a faço!
Novamente, a linha de escrita foi retraçada, porém, mantêve-se destinada para o mesmo lugar.
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