Recebi mais de uma
centena de mensagens no Facebook. A maioria delas me deseja parabéns, mas
parabéns pelo que?
Recebi desejos de paz,
amor, axé, realizações, sucesso, coragem, bênçãos de Deus, amor, mudança, axé,
felicidades...
Disseram que sou linda,
querida, exemplo, iluminada. Fui chamada
de flor, Franicléia, Francilene, Francineide, Fran-Cielly. Em alguns “Frans” até
ouvi o tom de voz do remetente! (haha)
Recebi um vídeo de uma
grande amiga, um áudio da querida amiga del Ecuador, felicitações de amigos de
longe, bem longe daqui. Outro amigo disse que a cidade/estado/país é pouco pra
mim, posso ir além.
Percebi que ao longo do
último ano conheci muita gente, gente que gosta e lembra de mim. Percebi que
amigos de outrora não estão tão amigos mais. Percebi que geralmente as pessoas
mandam mensagens padrão, e ao contrário do que imaginava, não há característica
que dirá quem vai te desejar apenas “parabéns”. Percebi que as pessoas
realmente esperam de mim.
Fiz duas entrevistas
para estágios hoje também. A reação dos entrevistadores ao perceber que hoje
era o meu aniversário foi incrível e a partir daí o tom da proposta mudou. Foi muito
bom. Assim, recebi felicitações de desconhecidos. Como na rede social, recebi
mensagem de pessoas que não conheço pessoalmente e nunca conversei.
Muitos me disseram para
aproveitar meu dia. Engraçado, como eu nasci às 21h12 da noite, considero que
durante todo o dia ainda tenho a idade do ano anterior. Não digo que o dia é
meu. Talvez a noite seja. E o restante do ano também.
Fazer aniversário no
início do ano também é interessante porque as mesmas metas estabelecidas para o
ano novo valem para a idade nova. O ruim é que por ser sempre período de
férias, nunca levei ovada dos colegas de escola.
Há alguns dias tive a
tão temida crise pré-aniversário. Chorei. Escrevi. Marquei a página com minhas
lágrimas. Dormi. Acordei com o rosto inchado, um misto do choro e de muitas
horas de sono. Acordei leve. Pronta para continuar a caminhada tão recomendada.
Comecei a escrever a fim
de ser uma crítica, mas ao acompanhar e ler as mensagens que recebi, mudei de
ideia. Não existem motivos para não gostar de fazer aniversários, de receber elogios
e desejos bons.
Não é porque não haverá
festa, a velinha não acendeu de novo ou os pacotes de presente em baixo da cama
são apenas um que você não ganhará mais um ano de vida. Não é porque alguém não
ligou ou visitou que se esqueceu de você.
A vida passa e bem
depressa. Depois dos 15 então... (haha), voa. As cobranças aumentam a cada dia,
as crises são semanais e os sonhos diários. Em cada manhã se tem várias ações
para cumprir. A cada noite mais um desejo para planejar. As ideias vêm, algumas
são realizadas, outras abandonadas. Tudo isso você só percebe depois.
Já lamentei as
oportunidades perdidas (algumas por simples falta de compromisso meu). Já dei
glórias por ter conquistado coisas tão simples. Já sorri e já chorei. Agradeci,
grite. Bati portas, quebrei alguma coisa. Consertei muitas coisas, guardo com
carinho bilhetes, cartas, fotos e figurinos. Cada detalhe de cada cena me faz
ser o que e como sou. Entre Ser e ser, eu escolhi Ser. Ser como eu.
Nos últimos meses foi
que descobri, tomei ciência e que assumi os meus erros. Agora que sei onde foi
a falha, não tenho motivos para errar de novo. Agora, devo aproveitar tudo de
bom que me desejaram e ser uma pessoa melhor. Por mim.
E a todos que mandaram
mensagem, lembraram-se de mim e que fazem aniversário no mesmo dia que eu,
desejo o que de mais bonito aprendi nos últimos tempos: Amor, Axé, Paz e Bem. Amor
próprio, ao que e a quem se faz; Axé (em yorubá e pra nós, pejoteiros) é tudo
de bom, a graça, a força e a energia; Paz a você e aos seus e Bem a todos nós
(os últimos, através de Deus e de si mesmo).
Que com essas quatro
palavras que em tantas culturas tem significados fortes, possamos juntos, ser
melhor. Fiquei muito contente ao ler cada mensagem, agradeço de coração. Muito obrigada.
PS: Mais um texto que
começo de um jeito e termino de outro. Assim, alguns comentários não foram
feitos, não leve a mal.

O tempo é até confortável com 15 anos, depois dos 20 é que ele é cruel. Sempre costumo dizer que a vida passa mais rápida depois dos 20 anos. Boa sorte e tudo de bom.
ResponderExcluirAgradeço John. Precisei de sorte.
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