talvez boneca, as vezes palhaça e principalmente ponto de interrogação
domingo, 2 de setembro de 2012
Ansiedade, angustia e, talvez, agonia.
38 horas, na verdade 37 horas e 9 minutos para uma conversa, talvez a mais esperada por minha parte. Ele virá aqui, vamos conversar sobre... sobre o quê mesmo?, sobre nada e sobre tudo talvez, mostrarei o caderno amassado escrito completamente com canetas coloridas e recheado de erros ortográficos de uma menina que já se achava madura o suficiente aos 15 anos, cheio de erros de vida, e quem sabe, alguns acertos também, com rascunhos, comentários, segredos, enfim, com o que marcou minha história, só a minha história com certeza, e história com H, porque, mesmo que não pareça, foi real, são lembranças do que, talvez, não aconteceu, percepções que só eu tive, que senti, que imaginei e acreditei serem verdadeiras. Estou profundamente ansiosa, aguardo cada minuto que se passa, contando os instantes que parecem infinitos e estão para acabar, são meses, quase anos de espera, de angustia por não poder deduzir com garantia a reação que verei ao fim das páginas do caderno, não posso dizer se verei sorrisos, gargalhas ou lágrimas, se as palavras escritas erradas o farão perder o fio da meada ou se passarão despercebidos, apenas espero, conto, respiro, sonho e imago. Agora faltam 37 horas.
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