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segunda-feira, 14 de maio de 2012

O tempo foi passando e blá blá blá

Há tanto eu queria escrever, tanto eu queria dizer, mas o tempo foi passando, fatos importantes foram substituídos por outros mais marcantes e as letras que deveriam ter sido gravadas logo foram embora.

           Li agora, hoje, meses depois do meu aniversário, todas as mensagens enviadas à mim quando fiz 18 anos é já foi, há quase 4 meses. Eu não gosto de mandar parabéns por redes sociais, acho que vale muito um abraço e algumas palavras sinceras e amigas ditas com carinho, mas pessoas que eu imaginava que nunca me escreveriam algo me escreveram naquele dia, ok, foi um simples "parabéns :)" mas foi interessante - no sentido agradável da minha definição - ler aquilo, sinceramente, gostei. Já outras pessoas, que eu considerava muito ou considero, nem se quer mandaram qualquer coisa, nem por inbox ou pessoalmente quando me viram. Mas eu faço isso, eu não escrevo para as pessoas mais próximas à mim, dos meus amigos e amigas poucos são os que recebem felicitações e desejos de tudo de bom no dia do aniversário.  Preciso melhorar isso, mas tanta gente bacana e que eu gosto muito já fez aniversário esse ano, nesta semana, e eu não mandei nada à elas. 
            Recebi também diversas mensagens, curtidas e comentários de pessoas me dando parabéns por ter conseguido bolsa na faculdade (é eu consegui bolsa na facul, estou cursando Jornalismo, mas isso é assunto para outro paragrafo) a principio, apesar de estar adorando ver um monte de gente feliz por mim, não achei que era necessário tantos elogios, mas logo mudei de ideia e comecei a perceber que aqueles comentários seriam fundamentais pra mim, para que eu não desistisse e desse valor ao que estava recebendo. Estamos começando o 2º bimestre e as minhas notas do 1º não foram nada plausíveis, nada além de medíocres, nem medianas chegaram a ser. Pior que eu tenho a consciência de que se eu não estudar e recuperar a nota de 4 de 6 matérias, até o final do mês eu corro o risco de perder a bolsa, e se isso acontecer, eu perco a faculdade e o meu desejo de ser jornalista, e ainda assim não uso meus dias puramente ociosos para estudar. Preciso melhorar isso.

            A faculdade é um outro universo, lá sou completamente independente para conseguir alguma e dependo totalmente de outros para me manter ali, sou bolsista, não tenho regalias, tenho que seguir as "regras" e "exemplos" da instituição a risca, apesar de ser como boa parte dos alunos de lá, não posso me dar ao luxo de me sentir como um deles, tenho que garantir minha bolsa pelos 4 anos do curso. Tenho que estudar muito, para dar valor ao que me desejaram, ao dinheiro que meu pai consegue trabalhando na rua e me dá para carregar os cartões de ônibus, metrô e trólebus para que eu vá para a faculdade. Acho que minha mãe nunca entrou numa faculdade, nem pra 'passear'. Tenho que fazer jus ao que eu sei e penso, meus pais não chegaram aonde eu estou, meus irmãos conseguiram, estão formados, não nas melhores faculdades e talvez nem no curso que eles mais queriam, mas sim, são formados, graduados, eu sei que houveram motivos para que meus pais parassem de estudar e não se interessassem por voltar e concluir o ensino médio depois de alguns anos, motivos que eu jamais vou entender. O pessoal aqui de casa até que me apoia, não estou trabalhando mesmo precisando de grana e não ter, nem a graça de pedir, e como sempre, não faço as coisas que deveria fazer em casa. Preciso absurdamente melhorar isso, sei que devo me organizar, estudar e cuidar da casa e do meu quarto pelo menos.
            A cada dia desejo mais ter a certeza de que escolhi o curso certo, a faculdade não é a dos meus sonhos, mas é muito boa, e na verdade eu nem tentei onde eu mais almejava, estudo na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, é no metrô Vila Mariana, a 1h20min mais ou menos de casa, entro às 19h, saio daqui às 18h, chego de volta quase meia-noite. Preciso melhorar isso.
            É triste admitir mas continuo orgulhosa, muito orgulhosa, não sei se mais ou menos do que era há uns dois anos, espero que seja menos. Tenho orgulho, mas sei que é só aparente, continuo tendo uma 'imagem' pré montada de mim, triste mas é a real. Continuo me dando um estereotipo que devo seguir, mas esse modelo não é imposto por ninguém, só por mim mesma. Preciso melhorar isso? Sim, preciso me achar finalmente, formar minha identidade, o 'quem sou eu?', mas como? Será que isso já não está formado?, que esse Ser orgulhoso e - eternamente - confuso  é a minha marca e a minha identidade? Ora, vez ou outra um ataque de existência pode fazer bem, pode. Mesmo assim, preciso melhor isso.
            O caderno com a capa cor de rosa chegou ao fim, escrevi na última página há algumas semanas. Mas escrevi mais, nos versos em branco de páginas rabiscadas, foi interessantíssimo reler algumas daquelas minhas histórias - o meu lado dos fatos -, a descrição, percepção e ilusão em cima de tudo. Com isso eu percebi que mudei um pouco, não sou mais a mesma garotinha de 14 anos, que não dava o braço a torcer para viver uma paixão adolescente, eu deveria ter aproveitado mais aquela fase, muita coisa teria sido diferente. Deixei de ser a menininha mas ainda não digo com certeza que me tornei uma mulher dona de si.       É impossível ter responsabilidades de adulto, viver e agir como um se você continua com a mesma vidinha de quando era adolescente - no meu caso até ano passado.
           Preciso um dia acordar e ver que eu cresci, sou 'gente grande' e tenho responsabilidades, tenho que formar uma carreira nos próximos anos e depois pensar em ter uma família, tenho pais que logo precisaram mais da minha atenção e que o mundo - definitivamente -  não é o mundo cor de rosa que minha irmã tanto fala que eu imagino. Eu sei de tudo isso, só me falta um empurrão para colocar tudo em prática, confesso que tenho um pouco de medo do que será esse empurrão que necessito tanto. Preciso pensar em como me melhorarei no futuro.

           Não estou apaixonada, não de novo, tenho medo de que ainda esteja amando, que aquela paixão adolescente citada há dois parágrafos não tenha acabado como eu disse tantas vezes. Não tenho conclusão, um fato formado sobre isso e esse post não é para este tema exatamente.
             

Eu precisava escrever, mesmo não sabendo onde postar, se naquele primeiro blog abandonado e que ninguém lê ou se aqui, onde duas dúzias de pessoas podem se quiserem, só se quiserem ler, e mais centenas de pessoas podem chegar a este texto através do Caso Encerrado.
Sem revisão, mais pontos ou virgulas, vou é clicar em publicar aqui mesmo, e ver no que dá, já perdi o ritmo do texto quando lembrei de paixões, então as fotos que eu poderia por e os outros capítulos bem resumidos da minha história que eu poderia por aqui já se perderam nos toquezinhos do teclado, são 2h15 da manhã de uma segunda-feira, estou com sono mesmo sabendo que vou demorar um pouco pra conseguir dormir, e se eu preciso tanto melhorar algumas várias coisas não posso vacilar em ficar a madrugada escrevendo sobre o que já passou e querendo muito conversar com um amigo que não está on-line ao meu dispor.