Acordei. Pensei muito antes de levantar, pensei em tudo e em nada. Parei. Alguns minutos depois levantei, vi o que estava ao meu redor, era tudo meu, tudo conhecido, meu mundo, minha vida e ao mesmo tempo não conhecia nada, era como se estive noutro lugar, um mundo completamente desconhecido.
Espera. Esperei por um acordar de sonho ou uma fuga da realidade. Nada disso veio, tive que abrir os olhos e ver, aceitar, que aquilo era eu, era o que sou, ou era o que não sou. Não sei.
Quis domar o tempo, ser dona dele, para voltar ao passado ou para voar para o futuro, algum lugar que não conheçia, em meio a confusão uma certeza, parar o tempo, talvez para ver se por um instante as coisas seriam melhores, ou voltariam ao que eram antes.
Quis mudar o tempo, fazer dele meu aliado, para que tudo fosse como queria, igual, diferente, eterno, rápido, real, ilusitório.
Mas não adiantou, nada foi como quis, de nada serviu acordar, pensar, levantar, parar, esperar, desejar e imaginar, as coisas nunca foram como quis, então por mais uma vez tive que deixar meus devaneios e aceitar minha realidade.
